Correio ADM

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Universidades Corporativas: ampliando horizontes

Tentando reformular o setor de Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos as empresas têm investido em um projeto que está se mostrando bastante eficiente: as Universidades Corporativas. Com quase 2000 projetos já implementados em empresas norte-americanas essa idéia vem modelar o funcionário que antes tinha um treinamento muito abrangente e pouco focalizado nos objetivos de sua empresa.
Segundo Jeanne Meister da CORPORATE UNIVERSITIES XCHANGE esse sistema posso ser definido da seguinte maneira “É um guarda-chuva estratégico para desenvolvimento e educação de funcionários, clientes e fornecedores, buscando otimizar as estratégias organizacionais”; as empresas estão reassumindo um papel de coordenação da educação e aperfeiçoamento de seus colaboradores.
Na busca por um posicionamento a respeito das UCs ressaltam-se em grande parte pontos positivos, como o foco do processo no objetivo geral da empresa, assim eliminando uma falha nos treinamentos, que estimulam o progresso intelectual individual, que não traziam grandes resultados para a empresa como um todo.
A visão de uma Unidade de Negócios tendo o compartilhamento de informações relevantes entre seus participantes; a heterodoxia, fazendo com que os antigos métodos de aprendizado, na maior parte das vezes causa de um sistema de aperfeiçoamento falho, seja substituídos por aparatos modernos e mais dinâmicos, e a personalização, que observa o progresso de cada funcionário para a empresa por meio de projetos, são outros fatores importantes.
Não ficando de fora dessa lista, mas estando no topo dela a Responsabilidade Social que esse esquema exerce é de fundamental importância para a sociedade com um todo. Suprindo a carência de um sistema de educação precário e contribuindo para o progresso intelectual de ambas as partes, as UCs acabam por formar um conglomerado de profissionais mais bem preparados, o que torna sim o mercado mais competitivo, mas muito capacitado para a concorrência.
Como exemplo no Brasil estão o Grupo Accor, a Motorola e a Brahma; afirmam que o aumento da produção e um mercado consumidor mais seleto são produtos desse projeto inovador, mas dizem que é importante tomar certos cuidados ao avaliar se é necessário implementá-lo ou não em sua empresa.
Uma pesquisa recente mostra que empresas com um número de empregados menor que 1000 e faturamento global abaixo de 200 milhões de dólares não são indicadas a executá-lo. A atitude parte do responsável pela corporação e este deve estar disposto a gastar de 5 a 10% da folha de pagamento na manutenção da universidade. A mesma pesquisa revela também que o surgimento da idéia aconteceu buscando-se reduzir os custos na área de treinamento e que as empresas vêm utilizando disso com uma estratégia de marketing.
Meros alunos do curso técnico de Administração ou mesmo profissionais ainda pouco experientes no ramo podem estar se perguntando no que atualmente essa discussão é válida, já que apenas grandes empresas são recomendadas a aplicar o sistema de Universidades Corporativas, a conclusão está no fato de que grandes empresas estudam a idéias de aplicá-lo, empresas essas que futuramente serão nosso local de trabalho; essa implantação renderá fruto coletivos para a empresa, para a sociedade e principalmente nos dará a oportunidade de ampliar nossos horizontes.

· Autor: Anna Luiza Machado

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