Correio ADM

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Editorial

Este blog é focado na área de Administração e proporciona aos leitores, informações atuais ; dicas de como passar em concursos ; entrevistas e um curto lazer.
Para aqueles que não têm nenhuma experiência em Administração esta edição também pode ser muito interessante, pois contém uma linguagem simples e fácil de entender e todas as fontes bibliográficas são seguras.
Todas as matérias convergem em um ponto: a obtenção do sucesso. Na questão ambiental atualmente, será bem sucedida a empresa que for ecologicamente correta. No que concerne a inovação, aquela empresa que não se acomodar e continuar inovando, obterá maior sucesso em cima das concorrentes. A fim de passar nos concursos para uma empresa pública, é necessário que se trace uma meta e se dedique para alcançá-la. A respeito de Universidades Corporativas, é um ótimo projeto para grandes empresas que desejam aumentar seu mercado consumidor e produtividade. E por último, há o exemplo do livro a Arte da Guerra de Sun Tzu que deve estar na cabeceira de qualquer pessoa que deseje se tornar um administrador competente.
Em suma, este é um jornal simples, sim, mas vale a pena ser lido por qualquer um, pois nunca devemos nos acomodar em nosso conhecimento, a constante inovação é fundamental para o nosso sucesso.
Abraço e Boa leitura,
Autoras: Tamyris Bilion e Carolina Marins

Inovar - Processo infinito


Como grandes empresas têm lidado com o processo de inovação

A demissão do executivo chefe da Yahoo! e sua substituição pelo fundador da empresa abriu espaço para uma série de discussões a respeito do processo de inovação da produção nas grandes empresas. Se a área já vem sendo estimulada há alguns anos, mostrado principalmente pelo crescente público para cursos de Empreendedorismo, mais do que nunca ela é foco de uma interessante discussão.
A exemplo da pioneira em tecnologia de busca Yahoo!, que vem perdendo espaço para o Google, muitas outras empresas têm motivos de sobra para se preocupar com as rivais. Mergulhadas em uma acomodação que na maioria das vezes é fruto de uma época de grandes retornos financeiros, as empresas acabam optando por manter a estabilidade de seus produtos e pouco investem na reformulação e em novos planejamentos que a mantenham na liderança.
A revista EXAME vem publicando em suas últimas edições artigos sobre empresas de diversos ramos que estão caindo no mesmo erro. É interessante citar casos como o da SONY em seu novo lançamento de videogames: o PlayStation 3. Acostumada com recordes de vendas com seus antigos modelos 1 e 2, ela vem sofrendo com o novo lançamento da antiga conhecida dos viciados em games Nintendo. O Wii que chegou há pouco no mercado vem arrebatando grande parte de seu mercado consumidor e está promovendo o interesse de gerações que há muito tempo não chagavam perto do brinquedo.
O erro está na credibilidade de que o mercado continuaria o mesmo e de que seus antigos sucessos tecnológicos ainda seriam atrativos. O produto Wii traz um novo sistema de controles em que os jogadores movimentam o corpo para jogar, o que tem chamado atenção pela diversão. Os gráficos são inferiores aos do PlayStation, mas custando a metade do preço ele está em falta nas prateleiras.
Outro caso é o da Palm, que chegava a ser confundida com o nome do produto que era sonho de todo executivo; o valor de mercado da empresa é muito baixo comparado ao da Research in Motion criadora do BlackBerry, outro produto que tem se mostrado mais aos moldes do “gosto do freguês”, além de mais barato. Foi anunciada a venda de 25% de participação na Palm a um grupo de investimentos e uma diminuição no quadro de funcionários da empresa, o que mostra sua depreciação.
De fato não é impossível se reestabelecer no mercado. A Apple fez isso a partir de 1997, quando estava à beira da falência; lançou o inovador iPod grande sucesso de mercado e provou que lucros de qualquer tipo são resultados de um trabalho intenso. Percebe-se que a inovação é parte de um processo, que chama atenção não só para os investimentos feitos nessa área, mas principalmente para um conjunto de planejamentos, que pesquisam características da vontade dos consumidores e de um mercado em si. A análise é necessária e deve ser freqüente, não se deve nunca ceder para a acomodação.
As pesquisas recentes à cerca desse tema mostram que não basta inovar, é preciso também de uma eficiente estratégia de mercado. Vale ressaltar que a criatividade e a flexibilidade são fatores importantes em qualquer ramo da cadeia da Administração e estando interessado nesse assunto vale ficar atento a qualquer novidade no mercado.

Autor: Anna Luiza Machado

Na loucura dos concursos


Vamos aqui mostrar o que é preciso para se passar num concurso público. Para conseguir uma vaga numa empresa pública é preciso passar num concurso. Essa tarefa não é das mais fáceis. Além da concorrência, que pode ser comparada a de um vestibular para Medicina, o volume de matéria é um agravante e exige um bom tempo de dedicação aos estudos. A média de tempo para conseguir um crachá de servidor público pode chegar a três anos, segundo a empresa de cursos preparatórios Central de Concursos. Podemos dizer que o concurso público, com todas as suas vantagens, é a Terra Prometida: status, estabilidade, bons salários, aposentadoria diferenciada e a oportunidade de servir à coletividade. Agora, toda terra prometida tem um deserto antes, ou seja, para chegar lá vai ser preciso algum período de peregrinação. O povo de Israel precisou sair do Egito, cruzar o Mar Vermelho e passar 40 anos no deserto, para chegar a um lugar aprazível onde era muito melhor viver. Então tendo essa história como exemplo podemos retirar alguns ensinamentos:
Primeiro: É preciso ter um plano. É preciso imaginar a Terra Prometida e querer ir para lá. O primeiro passo é sonhar. Sem uma meta ninguém faz nada.
Segundo: As pessoas podem não acreditar em você e nem em seus planos. Problema delas. Você tem que acreditar em si mesmo e no projeto, mesmo que seja o único, ou melhor, mesmo que sejamos só nós dois: você mesmo e o autor desse artigo. Alguns podem achar você até um tolo, pelo preço que se dispôs a pagar. Não se impressione. Tolo é quem fica parado.
Terceiro: Você vai precisar, de abrir mão de alguns privilégios, de algum comodismo. Vai ter que abrir mão de uma série de atitudes e comportamentos contraproducentes. Não dá para passar em concurso agindo como se fosse filho de um rei... É preciso muito esforço, disciplina, dedicação e, claro, estudo.
Quarto:Jamais aceite a comodidade que a paralisia de projetos e de iniciativa oferece num primeiro momento.
Quinto: É preciso abrir os livros, as provas etc. Passar em concursos é para quem tem sonhos... e tarefas. Faça sua parte. Marche!
Além dos ensinamentos descritos acima, tem as dicas mais básicas:
1 – Dedique pelo menos duas horas por dia aos estudos.2 – Pesquise provas antigas do órgão que você pretende entrar.3 – Leia bem o edital e compare as provas anteriores. “É importante ver o que o edital está cobrando com o que já caiu em outras provas. O conteúdo geralmente é muito grande e é preciso dar foco nos temas que sempre aparecem”. 4 – Não deixe de lado as matérias que são sua especialidade. "Por achar que já sabe do assunto, algumas pessoas não estudam os temas que consideram mais fáceis. É aí que erram".5 – Não basta apenas entender e sim fixar. As questões são sempre repetidas.
Sendo assim você chegará ao seu destino, no tempo certo, após sua dose de deserto e de caminhada.

· Autor: Alexandre Cardoso

Entrevista

A seguir a entrevista feita com o professor Júlio César, do Curso Tecnólogo de Gestão Ambiental do CEFET-RJ, sobre a questão socioambiental nos dias de hoje.
1-Qual é a situação atual, no Brasil e no mundo, quanto à preocupação em Gestão Ambiental e desenvolvimento sustentável?
· Existe uma preocupação por parte das empresas, e, principalmente, das indústrias com relação as ciclo dos produtos e os impactos que esses materiais podem causar ao mundo, fazendo, inclusive, para garantir a rentabilidade, a otimização de matérias-primas e, conseqüentemente, melhor qualidade de vida à sociedade. A remuneração do capital é mais bem sustentada pelas empresas que se preocupam com o impacto à natureza.
2 - Houve aumento de investimentos em programas ambientais no Brasil e no mundo nos últimos tempos?
· Sim, principalmente no Brasil, a partir do ano de 1992, passou-se a discutir mais sobre esse assunto. Nos últimos dez anos houve um investimento maior, tanto em controle quanto acompanhamento desses impactos.
3-Quais são as conseqüências desses investimentos para a sociedade?
Com o tempo, poderemos ter uma visão mais ampla e melhor sobre todas as conseqüências causadas pela interferência e exploração desses recursos. De imediato, podemos considerar que, se continuarmos a nos preocupar com a sustentabilidade no mundo, garantiremos esse legado para as gerações futuras.
4- O que as empresas ganham investindo em programas socioambientais?
Primeiramente, hoje, quem não tem essa política, quem a não pratica, não se certifica, ou não busca obter um selo verde, não garante uma boa competitividade.
5-Teria alguma influência no ou do marketing da empresa?
Não é somente marketing, pois marketing é a imagem da empresa, é muito mais que isso: além da imagem, significa a própria sobrevivência da empresa no mercado.
6-Esses programas são frutos de uma ausência de ação do poder público nesses assuntos?
Não, não especificamente. Existe uma visão que está mudando no Brasil sobre esse assunto, os empresários tomam a iniciativa e fazem parcerias com o poder público afim de que isso torne a própria sociedade mais sustentável.
7-Esses programas podem ser usados para denegrir a imagem do governo?
Não. A intenção do empresário é simplesmente ocupar um espaço, mas não no intuito de manter o poder público ao seu lado, mas para que a sociedade desperte, e, nesse assunto, cada um tem o seu lugar reservado. Num primeiro momento, temos a impressão de que eles (poder público e empresariado) têm missões diferentes. Se você se colocar em uma posição das discussões, realmente teria esse tipo de pensamento, mas não creio que essa seja a real intenção de ambos.
9-Você acha, então, que esses programas são uma saída para vários problemas sócio econômicos do Brasil atual?
Com certeza. O mundo já cometeu vários erros. Podemos citar o exemplo da Amazônia, muito discutido ultimamente. O Brasil precisa investir em planejamento e, cada vez mais, em produtos que sejam menos agressivos à natureza.
10-Você acha que programas socioambientais devem ser incentivados?
Sim, devem ser incentivados. A sociedade, inclusive, deve dar apoio, cada vez mais às boas iniciativas, tanto as originadas do poder público, quanto da iniciativa privada. É como se um não vivesse sem o outro, há um complemento, e não, uma concorrência.

· Autor: Alexander dos Reis

Universidades Corporativas: ampliando horizontes

Tentando reformular o setor de Treinamento e Desenvolvimento de Recursos Humanos as empresas têm investido em um projeto que está se mostrando bastante eficiente: as Universidades Corporativas. Com quase 2000 projetos já implementados em empresas norte-americanas essa idéia vem modelar o funcionário que antes tinha um treinamento muito abrangente e pouco focalizado nos objetivos de sua empresa.
Segundo Jeanne Meister da CORPORATE UNIVERSITIES XCHANGE esse sistema posso ser definido da seguinte maneira “É um guarda-chuva estratégico para desenvolvimento e educação de funcionários, clientes e fornecedores, buscando otimizar as estratégias organizacionais”; as empresas estão reassumindo um papel de coordenação da educação e aperfeiçoamento de seus colaboradores.
Na busca por um posicionamento a respeito das UCs ressaltam-se em grande parte pontos positivos, como o foco do processo no objetivo geral da empresa, assim eliminando uma falha nos treinamentos, que estimulam o progresso intelectual individual, que não traziam grandes resultados para a empresa como um todo.
A visão de uma Unidade de Negócios tendo o compartilhamento de informações relevantes entre seus participantes; a heterodoxia, fazendo com que os antigos métodos de aprendizado, na maior parte das vezes causa de um sistema de aperfeiçoamento falho, seja substituídos por aparatos modernos e mais dinâmicos, e a personalização, que observa o progresso de cada funcionário para a empresa por meio de projetos, são outros fatores importantes.
Não ficando de fora dessa lista, mas estando no topo dela a Responsabilidade Social que esse esquema exerce é de fundamental importância para a sociedade com um todo. Suprindo a carência de um sistema de educação precário e contribuindo para o progresso intelectual de ambas as partes, as UCs acabam por formar um conglomerado de profissionais mais bem preparados, o que torna sim o mercado mais competitivo, mas muito capacitado para a concorrência.
Como exemplo no Brasil estão o Grupo Accor, a Motorola e a Brahma; afirmam que o aumento da produção e um mercado consumidor mais seleto são produtos desse projeto inovador, mas dizem que é importante tomar certos cuidados ao avaliar se é necessário implementá-lo ou não em sua empresa.
Uma pesquisa recente mostra que empresas com um número de empregados menor que 1000 e faturamento global abaixo de 200 milhões de dólares não são indicadas a executá-lo. A atitude parte do responsável pela corporação e este deve estar disposto a gastar de 5 a 10% da folha de pagamento na manutenção da universidade. A mesma pesquisa revela também que o surgimento da idéia aconteceu buscando-se reduzir os custos na área de treinamento e que as empresas vêm utilizando disso com uma estratégia de marketing.
Meros alunos do curso técnico de Administração ou mesmo profissionais ainda pouco experientes no ramo podem estar se perguntando no que atualmente essa discussão é válida, já que apenas grandes empresas são recomendadas a aplicar o sistema de Universidades Corporativas, a conclusão está no fato de que grandes empresas estudam a idéias de aplicá-lo, empresas essas que futuramente serão nosso local de trabalho; essa implantação renderá fruto coletivos para a empresa, para a sociedade e principalmente nos dará a oportunidade de ampliar nossos horizontes.

· Autor: Anna Luiza Machado

Sun Tzu – Uma grande dica



A Arte da Guerra, Os Treze Capítulos Originais.
Autor: Sun Tzu
Editora: Jardim dos Livros

Sem vias de dúvidas A Arte da Guerra é um dos livros mais renomados quando o assunto é a estratégia empresarial, mundialmente conhecido e utilizado por diversos empresários de sucesso. A edição escolhida, adaptada por Nikko Bushidô, além de apresentar os treze capítulos originais traz também um acervo histórico sobre a China antiga e uma síntese da vida do general Sun Tzu.

Resumo:
A Arte da Guerra trata-se de um tratado militar criado pelo general Sun Tzu, arqueólogos acreditam que foi escrito entre 960 – 1280 (na Dinastia Sung). O livro é dividido em 13 capítulos.
Autor: Marcos Porto